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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Acontece nas piores sociedades...

-Um senhor levantar a possibilidade de um jovem ter uma arma em mãos e ameaçar chamar a polícia enquanto o mesmo jovem se apresenta como um funcionário público, vestindo um uniforme e tendo em mãos um crachá e seus documentos pessoais;
-Uma garota chamar a colega de trabalho, que recebe a mesma quantia no fim do mês, de favelada em tom ofensivo, agressivo e sarcástico devido ao bairro onde mora, durante um desentendimento;
-Três fucionárias públicas que trabalham visando a saúde da população ter que sair correndo da área de trabalho para manter-se vivas devido à um mero mau-entendido e uma infeliz coincidencia;
-Um rapaz desocupado escrever um texto enorme para postar num blog, tendo em seguida a ideia genial de que poderia ter feito algo bem menor, e fazê-lo logo depois de todo o trabalho! -.-'

Rede de paranoia e medo em massa...


 Primeiramente, façamos a seguinte questão: Para que ter uma visão ampla de mundo para tentarmos enxergar nas entrelinhas o que chamamos de "ignorancia"?
Vamos somar algumas coisas: Trabalhar nas ruas em contato com a população, discursando sobre saúde e meio ambiente atravez de uma linguagem, tom de voz, expressões faciais e corporais que os convençam para que não nos humilhem, não duvidem de que estamos realmente a serviço deles, e não nos ameacem.
Meu post é sobre medo! Sobre a rede de pavor em todos os cantos!
Eu tenho rodado a cidade inteira a trabalho, e para quem não sabe, moro numa região periférica.
No último sábado (8), estive trabalhando num bairro próximo ao meu, e passei na casa de um casal de idosos. Quando me apresentei como um funcionário da Secretaria de Saúde e estava lá para fazer uma vistoria em sua residência, o senhor me fez a seguinte pergunta: "E como é que eu vou saber que você não vai me assaltar quando eu abrir o portão?". A conversa foi longa até que eu o convencesse, portanto encerrarei este ocorrido por aqui iniciando uma nova história.
Hoje, 10, três mulheres, colegas de trabalho, enquanto trabalhavam justamente no bairro onde eu moro, passavam pelo ponto "menos favorecido" da área (que por sinal foi vistoriada há uma semana atrás).O começo do problema começou quando o motorista que as acompanhava estava parado no mesmo local que da última vez e, portanto, foi reconhecido de modo negativo e teve de se retirar imediatamente.
A polícia militar chegou para interromper passagem de drogas no local justamente enquanto a equipe trabalhava. Resultado: foram taxados de X-9, e as moças tiveram de fugir de lá escoltadas pela polícia e não tem a mínima intenção de trabalhar novamente no bairro.
Possibilidades: A área ser banida do cronograma de trabalho e um aumento no surto de dengue na região devido descaso da população, que é devido ao medo de se comprometer, que é devido ao preconceito que nos rodeia, que é devido à ameaça que as pessoas fazem questão de apresentar umas as outras, que é devido à rede de pavor em massa na qual estamos encurralados, que é devido à uma sociedade mal-educada, mal-distribuida, mal-alimentada, viciada e doente.
A análise de possibilidades acima representa a importancia de se enxergar nas entrelinhas o que chamamos de ignorancia.

domingo, 2 de maio de 2010

A extinção da mentira

Pelo que andei observando, a palavra 'verdade' hoje tem um novo significado, que obviamente não é verdadeiro, mas, seguindo a linha de raciocínio de que as pessoas tornam fato o que querem, tal significado passa a sê-lo.
Não só o significado da palavra que foi corrompido, mas os atos em si, tudo o que é dito, feito, prometido, acreditado, tudo é feito por nós parecer verdade, e acabo se tornando de fato. Mas numa verdade temporária.
Não! Não uma mentira descoberta ou um segredo desvendado, mas uma verdade temporária. E não há quem possa mudar isso, é algo absoluto. Absoluto graças às pessoas. Esse é o poder das palavras. O poder das pessoas.
É isso o que vemos por exemplo, no caso dos políticos que conquistam tudo através de discursos carregados de um determinado conteúdo que futuramente muda para algo totalmente contraditório e ainda assim, é feito parecer verdade. Como ele pode estar mentindo ali, onde está assumindo o compromisso do poder? Não é mentira. É uma verdade que acabará, mas não mudará o foco da pessoa em si. E qual é o foco: PODER!
O ponto que eu queria chegar é o seguinte: O que acontecerá quando a mentira for completamente extinta graças a nossa capacidade de nos deixarmos ser manipulado pela ganancia, que nos engana tornando a mentira uma 'verdade temporária'?

NÃO! Eu não acredito na 'verdade temporária', e não dou valor ao que me foi dito ontem apenas por meros interesses egoístas. Apenas tais interesses são verdadeiros. Nada mais!
Eu acordei, está na hora de acordar tambem. Não acreditar no censo comum, mas no seu conceito pessoal de verdade e honestidade!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Crônica do Velho Esgoto

Argh!
Nem acredito que acordei. Que sono longo, nem parece que dormi fora de casa.
O sonho estava tão interessante que eu nem queria acordar; mas a natureza fétida me chamou, e insistiu. Interromperam meu sonho, que chato!
Queria agradecer aos anjos desse paraíso pela hospitalidade, mas eles sumiram e as luzes se apagaram. Não sei o que houve por aqui enquanto eu dormia. Pensei até que ao acordar eles me chamariam para o café da manhã.
Bem, agora tenho que voltar para o velho esgoto, onde, apesar de ninguem conhecer ninguem, todos aguardam ansiosos pelo meu retorno. Afinal, lá, um depende do sangue e da carcaça do outro para sobreviver, e quando conseguimos escapar de lá, fazem de tudo para nos ter de volta.
É, eles conseguiram, e o pior é que dessa vez eu provavelmente não saio do Velho Esgoto tão cedo.


Jefferson H. de Souza

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Institutionalized" vai para...

Todos os que se vêem obrigados a se conformar com o que leis universais nos impõe, e para todos os que se recusam a acreditar que existam leis universais impostas por meros humanos.
Todos os que acreditam que ninguém, mesmo quem possa vir a ser as pessoas mais importantes para nossas vidas tem o direito de controlá-las, mesmo que pense estar agindo para o nosso bem, pois nós sabemos o que é bom pra nós e eles têm de saber que nós temos a capacidade de saber isso.
Saber como agir, não se mostrar um fraco, mostrar suas capacidades e buscar um reconhecimento. Ignorar aquela ideia de que não precisamos provar nada à ninguem quando se trata de uma causa nossa. É estúpido querer provar para as pessoas o quanto somos bons tomando atitudes arriscadas sem nenhuma causa, porem, é necessário provar para as pessoas o quanto merecemos reconhecimento quando lutamos por uma causa justa, seja por nós mesmos ou por quem está ao nosso redor.
Logo eles reconhecerão que não estamos "loucos", que estamos muito cientes do que fazemos, do que queremos. E se às vezes agimos de forma confusa, é porque certos desvios do caminho que seguimos são normais, e eles não têm o direito de interferir, pois quando retomamos o nosso caminho sem que ninguem interfira e tudo acaba bem, é mais um ponto positivo que adquirimos com eles e com nós mesmos. E se eles não lhe derem ouvidos, mande para eles e para si mesmo um FODA-SE! A atitude principal na busca por reconhecimento é a de não abaixar a cabeça! Pois caso nos deixemos abalar, eles vão nos manipular, vão lavar nosso cérebro para que fiquemos bem.
Sabe-se lá o que os caras do Suicidal Tendencies queriam dizer com Institutionalized, mas essa é minha interpretação pessoal.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sobre o "Cãomício"

Bem, para quem não sabe, trata-se de uma crônica escrita na década de 60, época em que a liberdade estava pixada em todos os muros e discursos nas ruas em prol de direitos civis eram frequentes. Para o autor, foi um prato cheio, digamos que ele conseguiu uma sátira perfeita.
Sátira àqueles que lutaram por causas justas? Não mesmo! E isso que é legal.
O objetivo do texto passa longe das "brincadeirinhas" de certas emissoras de TV e revistas em relação à uma "classe" de ser-humano que passa a ser tachada de adjetivos que nem vale a pena citar (vide um certo parágrafo do texto), e que dessa forma influencia tantas pessoas.
A sátira é justamente direcionada à essas pessoas.
Talvez todos os cachorros realmente tenham direito à seus "pipi-dog's", e é um pensamento nobre não querer ser levado à praia para evitar o risco de passar doença à seus "superiores". Uau! São metáforas tão tocantes que quando paramos para pensar não conseguimos segurar o riso(não sei se é assim com quem estará lendo, mas comigo é). Mas não é isso o que está em questão. Até certo ponto, não vemos reivindicações que favoreçam à todas as classes, e isso me lembra muito os dias atuais. O regime acabou e a piada continua.
Curiosamente li essa crônica poucos dias depois(talvez um ou dois) de ter digitado o seguinte texto de minha autoria no meu perfil do Orkut:
"Duas existências são indiscutíveis: O orgulho dentro de si mesmo e a igualdade ao seu redor. No dia em que todos enxergarem o que há dentro de si e o que há ao seu redor, fazendo então a escolha certa sobre qual deve se fortalecer, talvez então colaboremos com a melhoria desse mundo tão criticado por conformistas hipócritas que tanto falam, brigam e choram por nada mais do que meros caprichos superficiais."

Por mais que este post tenha se iniciado como um artigo de opinião, o trecho em itálico não se trata do mesmo, trata-se de um fato. Um fato engraçado e triste ao mesmo tempo, e é comentando sobre este fato que eu finalizo meu post de hoje.